segunda-feira, setembro 26, 2005

Beatriz Bonita

Aos vinte anos, parecia uma mulher de beleza pueril. Alta, magra, de formas serenas, o cabelo encaracolado em tom de chocolate que soltava numa perfeita cabeleira rebelde sobre os ombros, jeans justos de garota provocadora e cores…muitas cores a enfeitar-lhe o corpo bronzeado.
Sentou-se na cadeira, acendeu um cigarro, passou as mãos nos caracóis e pediu-me de olhar desalentado “um bilhete para o aniversário do Lux. Por favor! Eu quero tanto ir…faço qualquer coisa!”….E ela podia pedir tudo, podia pedir tudo a quem quisesse, mas pedia tão pouco…