sexta-feira, agosto 19, 2005

Suave maresia

A cor do mar espelha o tom do meu âmago. Azul calmo e sereno, raiado de branco puro e tranquilo…Não posso imaginar-me sem mar, sem o ver, sem lhe sentir o odor agre de sal, sem lhe tocar a brisa pesada e amorfa; mas posso certamente imagina-lo sempre imperturbável e estável na sua ínfima beleza póstuma de grande força atenuada.
Por vezes apanho-lhe réstias daquilo que é, como naqueles dia de enchente na praia, em que mal lhe vejo a cor debaixo da mescla humana. Outras vezes, por desígnios da noite, não sou capaz de lhe distinguir as formas obscurecidas. Outras vezes ainda, não o tenho porque estou longe ou fechada, não o sinto porque sou amarga e dorida…e estes sim, são os instantes em que mais o anseio a escorrer de entre os meus dedos humedecidos.

1 Comments:

Blogger simao said...

bem, li o blog todo, de uma ponta a outra, ainda dá para isso.
como fica fica bem dizer no blogmundo:
gostei.
vou voltar
*

12:25 da manhã  

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