sexta-feira, julho 29, 2005

Tarde de sexta-feira

“Nunca tinhas vindo ao CAV?”, “Não!”, “Então quem é que veio cá comigo?..Ah já sei, foi a Ana…e o Cândido também! Já nem me lembrava…”
Eu nunca tinha pisado o Centro de Artes Visuais, talvez por inércia, talvez por falta de oportunidade…o certo é que aquele espaço, anteriormente usado como colégio das artes coimbrãs, actualmente transformado num centro de exposições temporárias, permanecia totalmente desconhecido ao meu roteiro cultural.
Então, foi com imensa curiosidade que comecei por passar os olhos sobre os projectos arquitectónicos expostos ao longo de uma sala quieta e calada, onde apenas ouvia o som pegajoso dos meus ténis a roçarem o chão e a brisa despertada pelo leque improvisado da Amanda. Talvez aquele sítio não fosse um espaço muito frequentado, mas o interesse encerrado em cada uma das peças apresentadas era sem duvida algo a reter e interiorizar.
Devo exaltar a belíssima fotografia de Daniel Malhão e Edgar Martins, bem como a obra recuperadora de João Mendes Ribeiro, com especial carinho para com a pequena casa de chá construída sobre as ruínas interiores do castelo de Montemor-o-Velho (que é tanto do meu agrado nestas noites de verão).


Centro de Artes Visuais