quarta-feira, julho 27, 2005

O Nome Que No Peito Escrito Tinhas

Exposição inserida nas comemorações dos 650 anos da morte de Inês de Castro, reúne uma pequena mostra contemporânea de alguns desconhecidos artistas portugueses e exalta o tema amor, personificado nas personagens trágicas Inês e Pedro, como ponto de elevação artística.
Em destaque, apresento o enorme coração luso de formas vienenses que se encontrava suspenso do tecto alvo e frágil, através de um linha quase transparente que unifica a obra em ferro retorcido e garfos de plástico rubro sobre e a entrada da divisão. A sua autora e detentora é Joana Vasconcelos, umas das jovens e promissoras artistas do futuro no meio fechado e ainda restrito da arte nacional. A comprovar o seu talento, temos a genialidade da peça atrás descrita, o anterior trabalho apresentado nos jardins da Quinta das Lágrimas, bem como a participação na presente edição da bienal de Viena de Áustria com algumas obras recentes.

A terminar a vista, tivemos direito a uma pequena incursão independente sobre o âmago do centro de exibições, a fim de vislumbra de perto o pavilhão desenhado e projectado por Siza Vieira e Souto Mora como peça de apresentação de Portugal na anterior exposição mundial de Hannover. Reconheço a fluidez e composição de formas como bem conseguida, destaco uma ou duas pinturas coloridas que tive o prazer de observar nos recantos do segundo piso, mas descuro o design seco e demasiado direito do mobiliário interior…demasiado frágil e obsoleto. Portanto digo: “este pavilhão, apesar da belíssima entrada e das críticas positivas que ouvi na boca do Zé (estudante de arquitectura) não me cativou a simpatia”, Amanda comentou: “és tão rococo!” “e tu por acaso sabes o que é rococo, amor?” ao que ela se calou…


Coração Independente de Joana Vasconcelos