sexta-feira, julho 22, 2005

Jogar? Só hoje!

Nunca joguei na vida! Ou pelo menos nunca tinha jogado…até hoje!

Entrei na casa da sorte ainda não eram dez da manha. Por essa hora já se notava um movimento nervoso e constante por parte de várias pessoas, na sua maioria idosas, que pegavam em molhos de folhinhas de apostas e várias notas azuis para registar a sorte no balcão, onde rapazes jovens e frenéticos, tentavam aviar toda a gente o mais rápido possível.
Quando chegou a minha vez, inclinei-me sobre o balcão, apresentei o meu papel recheado de cruzinhas pretas e esperei que o moço do simpático me pedisse um nome, um cartão, qualquer coisa que “registasse” seguramente aquela folha como sendo minha. Mas em vez disso, nada, o referido moço limitou-se a estender-me um papel… “Olhe desculpa, é a primeira vez que eu faço isto, por acaso não preciso de deixar o nome, a morada?” “Não!” “Então se eu ficar milionária só tenho de lhe dar este papelito com este código de barras e…o senhor dá-me não sei quantos milhões de euros para os braços?” “Sim” e com sorrisos nos despedimos…