domingo, julho 24, 2005

Diário matinal

Adormeci, como morta prostrada, sobre os lençóis enrodilhados e os vários cadernos de jornais amachucados debaixo do corpo. Acordei, como zombie andrógino, tacteando a cama desfeita e procurando em vão os óculos que haviam caído sobre o tapete lateral: “sou mesmo uma idiota, podia tê-los partido” pensei.
Sem mais monólogos interiores matinais lá e dirigi até á casa de banho e por lá fiquei uns bons minutos, a lavar a cara e a inspeccionar os malditos pelos que já crescem fora da linha das sobrancelhas: “ah! Odeio-vos!”.
No caminho de regresso á cama cruzei-me com a mãe e pedi-lhe desculpa por não ter acordado a horas de ir á praia, ela encolheu os braços disse que também não lhe apetecia sair com este tempo húmido e frio, abençoou “a bendita hora em que se circunscreveram os incêndios” e lá foi dar uma voltinha até á varanda.
Eu voltei a fechar-me no quarto…até agora. São duas da tarde e não dá nadinha que se aguente nesta irrisória tv, portanto cá me vou ficando, não com os jornais (esses deixo-os para a noitinha), mas com a Lolita, que conto acabar ainda hoje (e já só faltam 76 paginas) para devolver á Amanda amanha.
Falar em Amanda, ainda tenho que lhe gravar umas fotos na pen…e se sobrar espaço, um best of dos The Smiths e uma preciosidade da Regina Spektor: Soviet Kitsch.